08 de novembro de 2020
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Secretário de Saúde vê ação de Estados fora do radar da pandemia

Publicado por: Venceslau Pimentel | Postado em 08 de novembro de 2020
Enquanto pairar qualquer dúvida em relação à vacina, Goiás seguirá a política do governo federal - Foto: Reprodução

Venceslau Pimentel 

O secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, vê com cautela o anúncio feito por vários estados de que vão comprar vacinas contra a Covid-19. Ele comentou o assunto ao prestar, ontem, contas das ações da pasta no segundo quadrimestre deste ano, quando foi indagado pelo deputado Karlos Cabral se estaria no radar do governo adquirir doses do imunizante para vacinação em massa dos goianos. Alexandrino comentou que a aquisição do produto é atribuição do Ministério da Saúde. “Eu sei que vários estados, e muito deles com cunho outro que não propriamente sanitários, anunciaram possível aquisição de países que sequer apresentaram ainda documentação na Anvisa”. Enquanto pairar qualquer dúvida em relação à vacina, ele disse que Goiás seguirá a política do governo federal. 

Adversários

Já anunciaram a compra de vacinas governadores de oposição ao presidente Jair Bolsonaro, como João Doria, de São Paulo; Flávio Dino, do Maranhão; Renato Casagrande, do Espírito Santo; e Carlos Moisés, de Santa Catarina. 

Logística 

Indagado por deputados se concordaria em destinar dinheiro para o governo comprar vacinas, a partir de previsão na Lei Orçamentária de 2021, Ismael Alexandrino disse que o Estado precisa de recursos para adquirir insumos, como seringas e câmaras de refrigeração, e para a logística. 

Sinal verde

Quanto ao imunizante, o titular da pasta da Saúde pontuou que o governo goiano vai esperar pelo Ministério da Saúde, que deve dispor de 100 milhões de doses. 

Papo reto 

Em resposta direta ao deputado João Campos (Republicanos), que apoia o prefeitável Maguito Vilela e defende que permaneça no Senado, Vanderlan Cardoso foi curto e grosso, ao dizer que a decisão caberá apenas ao eleitor. E aproveitou para dizer que nunca esteve no radar da Lava Jato. 

Fio condutor 

Condutor da discussão, na Alego, do novo programa de incentivos fiscais, o presidente da Casa, Lissaeur Vieira, aposta que o ProGoiás vai alavancar novos negócios no Estado, por ser inovador e menos burocrático.

Na mira

Alvo de polêmica, o contrato que a prefeitura de Goiânia fechou com a Saneago já é assunto de campanha. O prefeitável Elias Vaz (PSB) garante aos funcionários do setor que vai mantê-lo, caso vença as eleições. 

Não pode 

Serve de alerta aos candidatos que disputam cargos eletivos em Goiás. Doação acima de R$ 1.064,00 só pode ser feita por meio de transferência bancária. Tanto que o vereador Carlos Bolsonaro (RJ) teve que devolver ao seu pai, Jair, R$ 10 mil que ele havia lhe repassado em espécie.

Novo revés 

Afastado do cargo de prefeito de Luziânia desde o início deste ano, após denúncia de assédio sexual, Cristovão Tormin corre o risco de ter indisponíveis de seus bens, no valor de R$ 3 milhões, por ação do Ministério Público. 

CURTAS 

- A advogada Nara Bueno lança hoje o livro "Pequeno Manual das Mulheres no Poder". A obra traz orientações para mulheres que querem conquistar cargos de poder e que participam do pleito eleitoral deste ano. 

- Lei municipal é alterada, para reduzir de 65 para 60 a idade da pessoa com livre acesso a eventos culturais em Goiânia. 

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